Por Juliana Gonçalves
Estar na Universidade é sinônimo de ter a vida transformada e ver que o sonho se tornou realidade, mesmo que tenha levado anos de empenho. Conciliar estágio e aulas se torna rotina. E às vezes esta caminhada requer deixar o conforto do lar e vir morar sozinho na Capital.A caminhada para ingressar no Ensino Superior pode levar tempo. Como lembra o acadêmico de Medicina Gleison Camaroni, 23 anos, que passou quatro anos prestando vestibular para Medicina, sonho que existe desde criança e que foi dividido com seu irmão Andrey Paes, 26 anos também acadêmico do mesmo curso.”Parece que você pára no tempo, mas a classificação que a cada ano me deixava mais próximo me dava ânimo. Cheguei a passar duas vezes no vestibular de Odontologia, assisti algumas aulas e logo vi que não era o que eu queria”, diz Camaroni.Depois que a pressão do vestibular acaba, começam os trabalhos de faculdade, a cobrança dos professores, a disputa sutil entre os alunos da sala para ver quem se destaca e consegue os melhores estágios e como se não bastasse ainda têm aqueles que fazem duas faculdades. O administrador de empresas e também acadêmico de Direito na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Tiago Silva, 22 anos, saiu do Ensino Médio e logo começou duas faculdades ao mesmo tempo. “Um ano depois apareceu a oportunidade de entrar para o Exército, tive que trancar uma das faculdades, mas não foi uma escolha difícil, continuaria estudando, e não perderia tempo, mas conciliar a faculdade de Administração durante o ano em que servi ao Exército foi mais difícil do que fazer duas faculdades”.Hoje Tiago está no quarto ano de Direito na UCDB e divide seu tempo entre a faculdade, o estágio e a pós-graduação em Direito Tributário.
Independência
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Não são poucos os acadêmicos com histórias parecidas, deixar a família no interior do Estado e vir morar na Capital é uma decisão muito comum entre os universitários. A dificuldade aparece na hora de se virar com os afazeres da casa, pois na maioria das vezes esses jovens tinham alguém que deixava tudo pronto à sua espera.
O acadêmico de Engenharia Mecatrônica, Bruno Benante, 21 anos, vive a experiência de morar longe da família. Há quatro anos saiu de Nova Andradina (MS) para morar sozinho em Campo Grande. “Foi um impacto muito grande, eu tinha tudo na mão. Agora se eu sujo um copo e não lavo naquele momento, quando eu voltar para casa ele vai estar lá, sujo. Eu também aprendi a valorizar muito os momentos em que estou com minha família, que às vezes vem para Campo Grande”, lembra Bruno.
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