quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Cirurgia ocular em favor da estética

Por Juliana Gonçalves

Diminuir ou mesmo eliminar a dependência de uma pessoa por óculos ou lentes de contato é o procedimento conhecido por cirurgia refrativa já que afeta o estado refrativo do olho, onde se encontram os distúrbios da visão, bastante comuns, como miopia, hipermetropia e astigmatismo.
Atualmente, o tipo mais comum de cirurgia refrativa utiliza laser para remodelar a córnea do paciente e eliminar as sutis alterações que causam distúrbios oculares. Antigamente esta cirurgia era realizada utilizando bisturi com ponta de diamante.
Segundo o clínico-cirurgião oftalmologista Roberto Nascimento, este procedimento é técnico, fácil, e o paciente não sente nada, mas os cuidados devem ocorrer antes, durante e depois da cirurgia. “É feita uma escultura na córnea, dando um novo formato. Com a cirurgia feita a laser a técnica fica mais segura, a grande maioria dos pacientes se dá bem”.Primeiramente um instrumento chamado microceratomo é usado para cortar uma “janela” de tecido córneo para permitir a passagem do laser. Essa técnica é comumente conhecida como Lasik.
Enquanto algumas das técnicas utilizam implantes de lentes que são colocados dentro do olho do paciente, a maioria das técnicas atuais usa laser para remover tecido da área córnea. Por essa razão, pacientes que desejam fazer uma cirurgia refrativa têm que ser submetidos a um completo e detalhado exame ocular.
O procurador do Ministério Público do Trabalho, Odracir Juares Hecht, de 38 anos, realizou a cirurgia que durou 15 minutos em cada olho para corrigir o astigmatismo que estava em 2,25 graus no olho esquerdo e 1,5 grau no esquerdo. “Incomodava ter que carregar os óculos, limpar, eu fiz pra ficar livre e eu jogo tênis de noite atrapalhava e eu não conseguia ver direito”, disse Odracir que não sentiu dor na cirurgia e aposentou o óculos mesmo tendo ficado com 0,25 graus de astigmatismo em um dos olhos.
Riscos
A cirurgia refrativa ainda é considerada um procedimento estético por isso é realizada somente em hospitais particulares e custa entre R$2,5 mil a R$ 4 mil.
Mas nem todas as pessoas que usam óculos podem ser submetidas a este tipo de correção. Existem diversos problemas co-existentes ou características que podem classificar um paciente como inelegível para tal procedimento, como é o caso da servidora pública, Carina Bueno, de 28 anos, que mesmo com 9,5 graus e 10,5 graus de miopia em cada olho, não pode fazer o procedimento por não ter a curvatura necessária. “Eu iria correr o risco cirúrgico e ainda poderia ficar com distorção da visão, a miopia ainda não estabilizou, eu teria que implantar uma lente”, argumenta.
Pessoas sofrendo de problemas como glaucoma ou diabetes devem redobrar o cuidado na realização desse procedimento. A cirurgia refrativa não é recomendada para crianças ou mesmo adolescentes, porque o grau deve estabilizar somente de 18 aos 21 anos e às vezes demora mais tempo.
É importante lembrar que depois dos 40 anos, mesmo as pessoas que realizaram a cirurgia podem voltar a usar óculos para perto, devido a um processo normal do olho humano que é a cerotomia, uma espécie de cansaço visual.

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