Por Juliana GonçalvesLocalizada no centro de Campo Grande - entre as Ruas Dom Aquino, Marechal Rondon, Sargento Cecílio Yule e Avenida Duque de Caxias, a Praça Cuiabá também conhecida como Cabeça de Boi, ganha charme com o coreto inaugurado em 1925. Naquela época, pequenos shows eram realizados no local, que ainda não era tido por praça, mas sim uma rotatória. Havia poucas casas naquela região e as ruas eram de chão batido. A Avenida Duque de Caxias, paralela à linha do trem, era o caminho da boiada levada para o matadouro que funcionava nas proximidades do Horto Florestal.
"Acredita-se que o local também tenha sido um cemitério", lembra Louise Peres, que há 60 anos mora em frente a Praça. Naquele tempo existia um Cruzeiro onde as pessoas acendiam velas e rezavam. Era uma cruz muito alta, uma vez deu um temporal feio e a cruz caiu para dentro da praça e não voltaram mais a colocar.
Em 1960, foi construída a praça, que acabou sendo chamada pela população de Cabeça de Boi graças a um açougueiro, que colocou uma caveira de bovino na porta de sua loja. O fato tornou-se incentivo aos fazendeiros que passaram a comercializar naquele local seus rebanhos de gado.
A vendedora de frutas Cleuza de Lima, 44 anos, que há oito trabalha no local e faz uso de sua caminhonete para as vendas, diz que antigamente nem freguês parava por que tinha medo do lugar, até então abandonado. “As pessoas que freqüentavam e dormiam no coreto só pioravam a fama. Raras vezes as famílias apareciam aqui. Hoje a manutenção é feita pela a Assetur (Associação das Empresas de Transporte Urbano), mas depende da empresa que esta cuidando, teve tempos que ate flores eles plantavam”.
Hoje, ela serve como um “tira-sossego” como brinca uma das poucas visitantes Delmar Cavalcante Neto, 27 anos. Segundo ela, é uma boa praça para descansar, ver o movimento da rua, e as crianças andando de bicicleta. No entanto, não é só para isso que ela vai lá, mas sim para encaminhar para a assistência social mendigos que possam aparecer.
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