Por Juliana GonçalvesLocalizada entre as ruas Rui Barbosa, Joaquim Murtinho e Barão do Melgaço, a Praça dos Imigrantes, como ficou popularmente conhecida por virar ponto de encontro de pessoas que escolheram Campo Grande para residirem, faz história na cidade desde 1888, quando o espaço sediava casamentos, desfiles e servia de estacionamento para carros de boi. Atualmente, a praça passa por nova revitalização, sem data prevista para voltar às atividades normais, enquanto isso os artesãos expõem seus trabalhos na Praça Ari Coelho aos sábados.
Em 1912, a Praça recebeu o nome de Costa Marques, em homenagem ao então governador do Estado do Mato Grosso, que pela primeira vez visitava o povoado, mas só em 1955 na administração de Marcílio de Oliveira Lima que o local teve a primeira urbanização.
Em dezembro de 2000, o prefeito André Puccinelli entregou a nova Praça totalmente revitalizada e adaptada para funcionar também como Feira dos Artesãos, que conta hoje com 30 lojas e aproximadamente 90 artesãos, que realizam trabalhos manuais feitos em couro, cerâmica, arte indígena, arte mosaico, trabalhos em biscuit, madeira, tecelagem, bordados, pinturas diversas, entre outros. O aluguel das lojas é um diferencial sendo um valor simbólico de R$ 50,00 que pode ser dividido entre os artesãos da mesma loja. Segundo a técnica da Fundação de Cultura, Íris Viana, que há cinco anos trabalha no local, a desistência é mínima. ”Na praça não ocorre de não vender. Turistas, noivas que precisam de enxoval e até os empresários que precisam de suvenir sabem que ali eles vão encontrar”, diz Viana.
O mosaico de Márcia Gomes também enfeita a praça com toda sua simbologia, escritas em japonês e árabe e retrata símbolos da história de Portugal, Espanha, Bolívia, Itália e Paraguai. E o mural de Ana Ruas homenageia o talento dos artesãos que nesta época do ano já se preparam para o Natal. Segundo o policial militar que faz a segurança, uma das características da Praça dos Imigrantes é a tranqüilidade. "É bom trabalhar aqui por conta da comunicação que você tem com as pessoas, por que o que acontece aqui, a gente com jogo de cintura contorna direitinho”, diz o PM Dacino dos Reis.
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