quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Magia para todos gostos e bolsos


Preços, tipos de filmes e conforto. O campo-grandense escolhe entre estas qualidades para poder ir ao cinema. A Capital possui hoje quatro cinemas e o extinto Auto Cine localizado na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). São eles: o Cine cultura, Cine Center, Cine Campo Grande e Cinemark. Mas todos estes espaços recorrem às promoções para conquistar o público de diversas idades, atraídos pela magia do cinema, descoberta graças aos irmãos Lumiére.
O Auto Cine foi a sensação de moças e rapazes motorizados dos anos 70. A última tentativa de reavivá-lo foi há mais de dez anos, mas os filmes não agradaram o público. Hoje o espaço está abandonado ficando apenas na memória daqueles que fizeram parte desta época.
A Rodoviária apesar do cenário de abandono já teve seus tempos de glória e dispõe de dois cinemas. O extinto Cine Plaza, está apenas na lembrança de quem assistiu a filmes nos anos 80, hoje a bilheteria desativada e o letreiro antigo transportam no tempo quem passa pelo local. Já o Cine Center, inaugurado em 1978, com uma sala e capacidade para 600 pessoas continua em atividade. Ele acabou herdando filmes como E.T. e Rambo do Cine Plaza, chegando até a exibir Tinanic, sem sucesso, mas no momento só exibe filmes com conteúdo erótico. São exibidos dois filmes por semana com sessões que vão das 11 às 20 horas, com ingressos a R$ 5,00 e R$ 2,50 para estudantes.
De acordo com o atendente Dauro Dreger, de 38 anos, “geralmente são pessoas com mais de 24 anos que vêm assistir aos filmes, e muitos casais, que dizem não poder ver os filmes em casa por causa das crianças”, explicou ele.
Realidade totalmente diferente é a do Cinemark, um luxo para poucos, pois os ingressos custam R$ 15,00 a inteira depois das 17 horas e R$ 13,00 as sessões que se iniciam antes das 17 horas. O local também aceita meia entrada. A empresa tem como principal chamariz promoções que dão descontos em determinados dias da semana, e claro seu ponto torna-se favorecido por se localizar no único shopping da cidade.
E quem não se encanta por sentar naquela poltrona e esperar apagar as luzes para se deparar com aquela telona. Fernando de Almeida, de 45 anos, pai de dois filhos é um destes, mas se queixa. “É muito caro, raramente assistimos juntos e quando isso acontece tem que ser um filme que agrade os três, normalmente meu filho que é adolescente vem sozinho por causa da meia entrada e minha filha por ser criança com a avó que tambem tem desconto”, revela ele.
A estudante Larissa Teixeira, de 21 anos, também concorda que ir ao cinema no shopping custa caro. “Quando se trata de cinema em Campo Grande, o Cinemark é bem mais caro, ingressos, pipoca, aqui o público maior acaba sendo de estudantes por conta da meia entrata. Cinema é cultura e o brasileiro é muito carente, todas as camadas deveriam ter acesso”, analisa ela.
Para muitos, principalmente quando se trata de um casal e filhos, a saída está em frenqüentar o Cine Campo Grande que tem apenas duas salas, uma com capacidade para 310 pessoas e outra para 270. Os filmes são os mesmos exibidos no outro cinema, e o valor do ingresso é mais em conta. Na quarta-feira é promocional R$ 2,50 nos outros dias variam entre R$ 5,00 e R$ 4,00 para todos. “Eu não pago meia entrada e nem meu marido e quando levamos as crianças o jeito é vir aqui, por causa do valor mesmo, meus filhos ficam com vontade de ir no do shopping mas eu explico e eles acabam entendendo, o fato de ser centralizado ajuda bastante”, explica a secretária Márcia de Oliveira, de 37 anos.

Intelectual


Outra alternativa para assistir filmes no cinema em Campo Grande é o Cine Cultura, antigamente localizado no prédio da UCDB na Rua Barão do Rio Branco, hoje situado no Pátio Avenida. A programação dá espaço ao que não se encontra no circuito convencional, apresentando filmes de vários países e até produções locais, dando espaço a filmes premiados mas que não têm vez nos outros cinemas. Filmes alternativos também possuem destaque e o Cine Cultura ainda incentiva a cultura promovendo festivais. “Aqui vôce consegue ver filme de qualidade, esquecido pela mídia”, a psicóloga Maria Luiza, de 26 anos destaca.

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