terça-feira, 4 de novembro de 2008

Cross Country: pura adrenalina

Por Juliana Gonçalves

Ao ar livre, em terreno irregular com vários obstáculos naturais. É este o cenário para a prática da modalidade conhecida por Cross Country, que também é composto por subidas com diferentes inclinações, descidas, troncos de árvores e pequenos riachos com obstáculos, grama e terra batida. Todo este percurso feito a cavalo.
No entanto dentro das práticas eqüestres, o Concurso Completo de Equitação (C.C.E.) é a modalidade a qual entra a prova de cross country, onde o atleta tem que mostrar habilidades e controle sobre o cavalo, sendo também a que requer mais do competidor e do cavalo, pois são avaliados o adestramento, cross country e salto. Cada uma delas tem um peso na pontuação, sendo que a de cross country tem peso maior, seguido por salto e adestramento.Em Campo Grande é possível encontrar competidores e ex-competidores no Centro Hípico Militar, que hoje trata mais de 80 cavalos, alguns premiados e oferece aulas de hipismo. O praticante da modalidade há 13 anos, Sargento Tavares, contou que a prova de cross contry para competição entra no circuito C.C.E., que dura três dias.
De acordo com ele, no primeiro dia é a prova de adestramento que leva cerca de quatro minutos, no segundo dia o cross contry com aproximadamente o mesmo tempo e no terceiro o salto clássico que tem entre 12 a 14 obstáculos, com tempo máximo de 80 a 90 segundos por obstáculo. No final dos três dias é feito o cálculo a partir da perda de pontos, consagrando-se vencedor quem perder menos.
“O percurso tem cerca de 5,5mil metros e o cavalo chega a 550 quilômetros por minuto, como é calculada a velocidade do eqüino”, afirmou Tavares.
Para o sub-tenente Saldanha, campeão nacional duas vezes no cross country é preciso calma na hora de abordagem do obstáculo, além do equilíbrio que contam muito para uma boa prova. Os obstáculos são imóveis e o cavalo pode se enroscar esclareceu o militar.
O cavalo, para a prática deste esporte, deve ser considerado completo, o que inclui ser franco, corajoso, aldaz, ter um bom flexionamento e andadura longa. O sargento Adorno, hoje instrutor, começou a montar ainda criança com o pai em Bela Vista. “A adrenalina na prova de Cross é a maior entre todas as provas, sentir o vento batendo no rosto não tem igual”, afirmou. Ele também ressalta que esta prova apesar de ter obstáculos naturais é muito técnica e precisa de uma boa abordagem, para não cair.

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