Por Juliana Gonçalves
Campo Grande que hoje vem se desenvolvendo notoriamente e se tornou um canteiro de obras nos últimos meses. Nem sempre foi assim, teve uma época que a cidade se delimitava ao que hoje corresponde apenas ao centro da cidade. E ela era cercada por campos verdes, também conhecido por capim gordura, como lembra o aposentado da prefeitura René Sebastião Rosa, de 79 anos.
Sebastião veio a Campo Grande pela primeira vez em 1944, naquela época, a viagem de Ponta Porã até a então Capital era feita de trem, bem mais aconchegante. A rua principal da cidade era a 14 de Julho, onde o sossego das casas dividia a rua com o movimento das quitandas e armazéns. “A 14 era repleta de fios de telefones, época em que se tocava uma manivela e chamava a telefonista para fazer a ligação”, lembra Sebastião.
Naquele tempo a rua Maracajú era um córrego, que desaguava na então Ernesto Geisel, as ruas eram de chão batido, dava pra se contar nos dedos as que eram feitas de paralelepípedo. A prefeitura, era na esquina da Afonso Pena com a Calógeras onde hoje está localizado um banco. E a prisão e também delegacia da cidade era onde hoje funciona o fórum.
O movimento da cidade que ainda fazia parte do Estado do Mato Grosso ficava entre a Dom Aquino e a Afonso Pena, mas a cidade não ia muito além disso. Segundo Sebastião somente da 26 de agosto até a Mato Grosso onde funciona a Santa Casa, era povoado, na região da rodoviária ainda não havia quase nada.
Em 1974, Sebastião veio morar em Campo Grande e três anos depois o Estado veio a se separar, tornando-se Mato Grosso do Sul de Capital Campo Grande, neste mesmo ano ele entrou para a prefeitura, na fiscalização tributária, que tinha por obrigação fiscalizar cada estabelecimento da região.
Entre suas lembranças estão o Matadouro Municipal que funcionava na 13 de Junho, a rua 7 de setembro que movimentava a zona meretriz. A diversão ficava entre o Cine Rialto, Cine Santa Helena, Cine Aliambra e os passeios na 14 de Julho vendo a movimentação e os carros passarem ao redor do relógio que primeiramente foi construído no meio do cruzamento da Afonso Pena com a 14 de Julho.
Os primeiros prédios da cidade foram surgindo aos poucos, entre eles o Hotel Gaspar, na rua Calógeras que até hoje, ainda tem um trecho feito de paralelepípedo na frente da antiga ferrovia.
O comerciante, Esmério de Souza, de 40 anos, lembra como foi marcante a retirada dos trilhos de trem para os campo-grandenses, “naquela época nos viajávamos para Corumbá de trem, e os trens de passageiros pela nossa cidade era muito bonito, uma característica de Campo Grande”. Souza se recorda também da feira central, que antes era na rua e a transferência de local marcou a historia da cidade, lembra.
Assim a cidade Morena veio ganhando forma e ficando mais bela. Mas o grande desenvolvimento de Campo Grande veio na década de 90, onde os postes de iluminação antes de madeira foram trocados por de concreto, e o Parque dos Poderes foi construído.
Sebastião veio a Campo Grande pela primeira vez em 1944, naquela época, a viagem de Ponta Porã até a então Capital era feita de trem, bem mais aconchegante. A rua principal da cidade era a 14 de Julho, onde o sossego das casas dividia a rua com o movimento das quitandas e armazéns. “A 14 era repleta de fios de telefones, época em que se tocava uma manivela e chamava a telefonista para fazer a ligação”, lembra Sebastião.
Naquele tempo a rua Maracajú era um córrego, que desaguava na então Ernesto Geisel, as ruas eram de chão batido, dava pra se contar nos dedos as que eram feitas de paralelepípedo. A prefeitura, era na esquina da Afonso Pena com a Calógeras onde hoje está localizado um banco. E a prisão e também delegacia da cidade era onde hoje funciona o fórum.
O movimento da cidade que ainda fazia parte do Estado do Mato Grosso ficava entre a Dom Aquino e a Afonso Pena, mas a cidade não ia muito além disso. Segundo Sebastião somente da 26 de agosto até a Mato Grosso onde funciona a Santa Casa, era povoado, na região da rodoviária ainda não havia quase nada.
Em 1974, Sebastião veio morar em Campo Grande e três anos depois o Estado veio a se separar, tornando-se Mato Grosso do Sul de Capital Campo Grande, neste mesmo ano ele entrou para a prefeitura, na fiscalização tributária, que tinha por obrigação fiscalizar cada estabelecimento da região.
Entre suas lembranças estão o Matadouro Municipal que funcionava na 13 de Junho, a rua 7 de setembro que movimentava a zona meretriz. A diversão ficava entre o Cine Rialto, Cine Santa Helena, Cine Aliambra e os passeios na 14 de Julho vendo a movimentação e os carros passarem ao redor do relógio que primeiramente foi construído no meio do cruzamento da Afonso Pena com a 14 de Julho.
Os primeiros prédios da cidade foram surgindo aos poucos, entre eles o Hotel Gaspar, na rua Calógeras que até hoje, ainda tem um trecho feito de paralelepípedo na frente da antiga ferrovia.
O comerciante, Esmério de Souza, de 40 anos, lembra como foi marcante a retirada dos trilhos de trem para os campo-grandenses, “naquela época nos viajávamos para Corumbá de trem, e os trens de passageiros pela nossa cidade era muito bonito, uma característica de Campo Grande”. Souza se recorda também da feira central, que antes era na rua e a transferência de local marcou a historia da cidade, lembra.
Assim a cidade Morena veio ganhando forma e ficando mais bela. Mas o grande desenvolvimento de Campo Grande veio na década de 90, onde os postes de iluminação antes de madeira foram trocados por de concreto, e o Parque dos Poderes foi construído.
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