domingo, 2 de novembro de 2008

Praça do Rádio é palco de movimentações artísticas

Por Juliana Gonçalves

Prestigiada por famílias e ponto de encontro de alguns jovens, a Praça da República, localizada entre as Ruas Padre João Crippa, Pedro Celestino, Barão do Rio Branco e Avenida Afonso Pena, hoje conta com o Quiosque da Arte, e é palco das movimentadas Noites da Seresta e de tantos outros eventos como o Festival de Bandas e Fanfarras, ocorrido no último fim de semana. No entanto, o local ficou conhecido popularmente por Praça do Rádio Clube, por localizar-se bem em frente ao antigo Clube do Rádio.
Em 1915, Fernando Novaes, o proprietário da área, concedeu o local por aforamento perpétuo a Santo Antônio e a Nossa Senhora Abadia para construção da Matriz da cidade, mas acabou por permanecer como Praça da Diocese até efetivar permuta com a Prefeitura para construção do local, em 1961. Um ano depois foi inaugurada, e em 1977 com a Divisão do Estado, recebeu a denominação de Praça Presidente Ernesto Geisel, numa homenagem pela criação do novo Estado. Com o tempo, o local ganhou a estátua de Vespasiano Barbosa Martins, o Monumento da Imigração Japonesa, placa de bronze alusiva a Pedro Pedra e o Espaço Monumento Infinito e Vibração Cósmica.
O estudante Fábio Leonardo, 23 anos, afirma que mora perto da praça. “Nas horas vagas sempre venho para a praça, gosto de descansar sentado aqui, e também virou ponto de encontro entre eu e meus amigos que também moram no centro”. Já Antônio Balestieri, 68 anos, normalmente freqüenta a praça com sua esposa e toda tarde leva seu cachorro para passear. “Há dois anos venho aqui, fica perto de casa e gosto muito da arborização”.
A praça conta com o Quiosque da Arte, lojinha da Prefeitura, onde encontramos artesanatos de artistas do Estado. Segundo a coordenadora do Quiosque, Helena, 52 anos, “a praça recebe muito turista, mas não passa despercebida pelos moradores”. O Guarda Municipal, Alexandre Lima Ramos, 23 anos, que há cinco meses trabalha na praça, “costuma ser bem tranqüilo o trabalho aqui, às vezes temos que interceder algumas brigas no período noturno, mas nada perigoso”, lembra.

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